O Existir Humano

O Existir Humano

Reflexão sobre o existir humano e a construção da subjetividade

Gilson Tavares – Psicanalista e educador
gilsontavares_psi@yahoo.com.br)

Segundo o psiquiatra austríaco Viktor Frankl, sobrevivente dos campos de concentração nazistas, "Aos homens não basta saber que existem, mas para quê existem."
Desde os seus primórdios, o homem busca um significado para a sua existência, para o sentido de si mesmo e a compreensão de suas relações com o próximo.
Somos supostamente os únicos seres no planeta que têm uma vida interior, que os eventos internos são mais importantes que os eventos externos. A maneira como interpretamos esses eventos é que vai determinar como pensamos a respeito de nós mesmos, e como atuaremos no ambiente e com as pessoas com as quais convivemos.
O homem tem cada vez mais conhecimento e controle sobre o mundo ao seu redor, mas se afasta cada vez mais desse seu mundo interior.
Consideramo-nos seres evoluídos, capazes de vivermos em sociedade, construtores de civilizações, mas precisamos de normas externas a nós mesmos para que seja possível a convivência com nosso semelhante. Ensinamos nossos filhos a conhecer e a dominar as forças da natureza, mas não os ensinamos a conhecer e dominar a si mesmos.
O homem conhece cada vez mais o mundo em que vive, mas não o mundo que é. As crianças conhecem cada vez mais o imenso espaço e o pequeno átomo, mas não conhecem a construção da inteligência e o funcionamento da sua própria mente. Esta carência de interiorização educacional faz com que elas percam a melhor oportunidade de desenvolver as funções mais profundas da inteligência: a capacidade de pensar e refletir sobre si mesmas; a capacidade de analisar seus comportamentos;a capacidade de perceber seus limites; a capacidade de autocrítica e de dar respostas mais maduras para as suas frustrações e sofrimentos; a capacidade de compreender a construção das relações humanas e aprender a se colocar no lugar do outro.
Ensinamos nossos jovens a dominar o universo exterior, mas não os ensinamos a dominar o seu mundo interior. O homem tornou-se um estranho para ele mesmo. Os jovens não conhecem seus limites; não aprenderam a pedir perdão; não aprenderam a se colocar no lugar do outro. Não os ensinamos a contemplar o belo, a pensar antes de agir, a perceber que o seu direito termina onde começa o direito do outro; não os ensinamos a lidar com os inevitáveis fracassos nem humildade para reconhecerem seus erros. Transmitimos conhecimento, mas não ensinamos sabedoria.
O aprender, necessariamente, se revela pela modificação de comportamentos. Para que aconteça realmente o aprendizado, não basta apenas a transmissão de um conhecimento, mas sim a construção de habilidades e competências.
Segundo o psicólogo israelense Dan Ariely Teve, a evolução não nos preparou para viver na sociedade moderna que construímos.
Construímos uma sociedade tecnológica e consumista, onde os valoresmais importantes são o ter mais que o outro, o ser mais que o outro. Valores como realização pessoal, harmonia interior, pensamento no coletivo, são coisas que não encontram espaço nessa sociedade tão apressada, tão imediatista, que só fixa seu olhar no aqui e agora.
Nos dizemos evoluídos, mas precisamos de leis e de forças de contenção para viver em sociedade. A não ser isso, viveríamos iguais aos nossos antepassados, na barbárie.
O animal vive mediante leis biológicas naturais, é parte da natureza e jamais a transcende. A autoconsciência, a razão e a imaginação fizeram com que o homem rompesse a harmonia característica da existência animal. Ele é parte da natureza, sujeito as suas leis físicas e incapaz de modifica-las, mas transcende o resto da natureza. Tendo a consciência de si, percebe a sua impotência e as limitações de sua existência. Não podendo livrar-se de seu corpo animal, permanece assim num estado de desequilíbrio constante.
A evolução do homem se baseia no fato de haver deixado a sua pátria original, a natureza, e jamais poder regressar a ela, jamais poder voltar a ser puramente animal.
Quando o homem se tornou um animal tribal, desde que começou a andar ereto, mais de 4 milhões de anos atrás, ele passou a ser um caçador e guerreiro tribal, onde a cooperação social era um fator importante de sobrevivência. Todos os instintos sociais humanos se desenvolveram bem antes da esfera intelectual: instinto maternal, cooperação, curiosidade, criatividade, compaixão, altruísmo, competitividade, etc., são muito antigos, e podem ser vistos já nos antropóides. Mas, o ser humano novamente se distingüe dos outros primatas através de uma característica mental muito forte. Gradativamente desenvolvemos o auto-controle, a capacidade de modificarmos qualquer comportamento social, mesmo que instintivo, de maneira a torná-lo mais útil para nossa sobrevivência. Quanto mais disciplinados, e capazes de auto-controle e de planejamento, quanto mais nossa mente racional for capaz de dominar a emocional e instintiva, mais humanos seremos.
Nossa mente se desenvolveu para resolver problemas dos nossos antepassados caçadores e coletores do pleistoceno, há cerca de 2,5 milhões de anos atraz. Foi o modo de vida deles que forjou grande parte das estruturas mentais que dispomos hoje. As características funcionais complexas da mente humana se desenvolveram como respostas às demandas do estilo de vida de caçadores e coletores, mais do que nos dias de hoje. A curta existência do homem atual, cerca de apenas 10.000 anos, não é suficiente para gerar e consolidar as adaptações necessárias à vida social.
Todas as formas exteriores de mudança, produzidas pelas guerras, revoluções, reformas, pelas leis e ideologias, falharam completamente, pois não mudaram a natureza básica do homem e, portanto, da sociedade. Apesar de toda evolução tecnológica, científica, jurídica, etc. Nós, humanos, somos os mesmos que éramos há milhões de anos.Psicologicamente, o indivíduo não mudou em nada, e a estrutura da sociedade, em todo o mundo, foi criada por indivíduos. A estrutura social é o resultado da estrutura psicológica, das relações humanas, pois o indivíduo é o resultado da experiência, dos conhecimentos e da conduta do homem.
A civilização tem de utilizar esforços supremos a fim de estabelecer limites para os instintos agressivos do homem. Apesar de todo avanço tecnológico e científico, a única razão pela qual o homem não deve matar o próprio homem é porque Deus proibiu; a única razão pela qual o homem deve olhar para o próprio homem como seu semelhante é para barganhar benécies com Deus, nessa vida ou na vida futura. Isso porque, apesar de todo avanço tecnológico e científico, o homem continua o mesmo de há milhares de anos, precisando de controle externo para poder conter os seus instintos primitivos, e para pautar as suas relações com o outro.
Diz a filosofia que o homem é um eterno "vir-a-ser". Isto porque está sempre buscando progressos, desejando um algo mais e planejando para si grandes conquistas. E como não poderia ser diferente, está sempre aquém do que deseja.
A ciência ampliou-se muito nos dias de hoje, porém não elevou o padrão de vida humana, não produziu homens maduros e experientes. Uma pessoa pode deter muito conhecimento científico, ter títulos acadêmicos, mas, ainda assim, poderá ser infantil, imatura na sua experiência de vida, não sabendo suportar nem crescer diante de suas frustrações.
Desde os seus primórdios o homem busca um significado para a existência e o universo, para o sentido de si mesmo e a compreensão de suas relações com o próximo.
Uma crença da modernidade é que é possível encontrar a razão de tudo, a causa de tudo. Se não encontramos é porque ainda não pesquisamos o suficiente. Quer dizer, a extensão dos conhecimentos é ilimitada. Não há nenhuma fronteira que se oponha a nosso conhecimento. Corresponde a uma crença de que os meus conhecimentos são suficientes para controlar o mundo em que eu vivo. Então, essa arrogância cientificista é contrária ao campo da verdade, e empurra o homem a produzir dispositivos que o iludem quanto ao controle absoluto desse mundo, inclusive de si mesmo.
Vivemos na sociedade em que o valor prioritário é ter posse de coisas, objetos e pessoas. O indivíduo é classificado pela marca de sua roupa, pelo cargo que ocupa, o carro que possui, o tipo de trabalho que desempenha ou a quantidade de pessoas as quais dirige.
Dessa maneira, os objetos têm um "valor" maior do que o humano. O homem é valorizado pelo que possui e, por isso, corre o risco de, nessa sedução, transformar-se em um ser-coisificado. Para se identificar com o seu meio, ele precisa, cada vez mais, ter. Caso não se pos¬sa ter, há o risco até de se querer tirar de quem tem. Isso acaba ocor¬rendo com pessoas de todas as classes sociais: solitárias , desejosas ou apegadas a objetos, como forma de esconder seus verdadeiros desejos. Em seu mundo interno, estão distantes de si mesmas e, quanto ao mundo externo, ausentes de sua realidade social.
Nessa sociedade que privilegia o ter; transformando a pessoa em simples instrumento, que prega ideais de bem viver; e que controla, pela mídia, as maneiras de pensar, sentir e agir dos indivíduos, se vê frente a um vazio interior, sintoma de uma forma social de viver sem sentido.
Ao perceber esse vazio, tende a preenchê-lo com coisas materiais, com o que sempre foi condicionado a fazer: consumir. Incapaz de trabalhar seus problemas e crises íntimas, busca "soluções" apenas no mundo das exterioridades ou aparências ou entra em crise, como as depressões. Nessa procura, pode ir ao encontro das drogas, legais e ilegais, que acenam como "solução mágica" para a vida continuar "sem problemas".
A imediatização da vida exige meios mais eficientes e rápidos para a aquisição do prazer, e a liberdade, destituída de sua contra-partida que é a responsabilidade, dá, para pessoas órfãs de princípios éticos, o aval de se poder fazer o que quiser. E essas pessoas estão órfãs de ética porque? Talvez porque interesse ao mercado de consumo que as pessoas não pensem tanto, apenas consumam...
O consumo de mercadorias da Cultura do Narcisismo se apresenta com a promessa de suplantar o tédio, o cansaço, a futilidade e o vazio experimentados diariamente pelas pessoas.
Outra marca dos tempos atuais é a dificuldade que as pessoas têmde assumir compromissos. Poderíamos relacionar este dado com o fato de que os indivíduos da pós- modernidade almejam um desprendimento emocional, para não precisarem talvez, lidar com os riscos de instabilidade causadas pelas relações sociais. A idéia parece ser a de se conseguir um estado de indiferença, de desprendimento, como fator de proteção contra seus próprios impulsos em prol de um equilíbrio interior. O que se observa é a solidão, o vazio, a difi¬culdade de sentir, de ser transportado para fora de si.
O culto ao individualismo, a falta de compromisso e consciência social, o imperativo do ter sobre o ser levam a um sentimento crescente de isolamento, com o estabelecimento da impessoalidade e a percepção do outro como estranho.
Segundo o psicanalista francês, Charles Melman, em entrevista concedida a revista Veja, nossos jovens foram criados em condições que promovem a busca rápida do prazer máximo e sem obrigações. É o meio social que propõe a eles essa maneira de agir em sociedade. O problema é que o tratamento dispensado ao desejo produz situações de dificuldades para os jovens. Segundo ele, Muitos jovens encontram dificuldade para desenvolver plenamente uma vida sexual, porque hoje em dia o sexo é muito acessível. Mas na verdade essa facilidade leva à busca de uma vida sexual sem compromisso, que proporcione um prazer ocasional, talvez uma tentativa de se proteger em relação ao compromisso que uma vida sexual pode evocar. A idéia é aproveitar sem se engajar.
Hoje, o que vemos, são nossos jovens se vangloriando pela maior quantidade de pessoas com as quais "ficaram" durante uma noite, como se isso lhes tornassem pessoas mais completas e respeitadas. Jovens dizendo "eu sou de ninguém, sou de todo mundo, e todo mundo é meu também. Mas, passado o efeito da bebida ou da droga, os beijos descompromissados, ou as noitadas com parceiros e parceiras que nem serão capazes de reconhecer no dia seguinte, cobram o seu preço. Os consultórios terapêuticos estão cheios de jovens que reclamam da solidão, da ausência de interesse das pessoas e da rejeição. Eles não percebem que ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É estar fadado ao fracasso emocional e à solidão.
O ser ideal julga o ser real, e da severidade deste julgamento nasce um sentimento de culpa. Culpa por não sermos tão bons quanto gostaríamos, por não termos obtido o sucesso que queríamos, por não alcançarmos as expectativas, as nossas e as dos outros.
E esta culpa culmina num sentimento de profunda inadequação diante da vida, pois vem acompanhada da autopunição e autopiedade, gerando um estado depressivo na pessoa. A autopunição a leva a achar que não merece ser feliz, que tem que sofrer para pagar o delito cometido. Esse pensamento leva à depressão, que funciona como uma sentença, na qual a própria pessoa se impõe a pena. Com esta atitude ela se acha vítima das circunstâncias, como se o mundo conspirasse contra ela e se sente mais infeliz ainda, sentindo uma culpa ainda maior. Ela cai num círculo vicioso de culpa, autopunição e autopiedade.
Segundo o psicanalista Charles Melman,hoje em dia, os jovens procuram o divâ nãopelo fato de reprimirem seus desejos, mas principalmente porque não sabem o que desejam. É uma situação totalmente original em relação a Freud. Antes, a pessoa recorria à psicanálise porque não ousava realizar seus desejos. Hoje, principalmente no caso dos jovens, é por não saber o que desejar.
Vivemos numa sociedade onde o normal virou patológico. Hoje, a palavra do momento é o estresse. Todo mundo vive estressado. É o trânsito, é o chefe que cobra muito, é a falta de dinheiro, é a falta de tempo, é a ameaça do desemprego, é a violência, e por aí vai. Um instrumento que foi desenvolvido ao longo da evolução para auxiliar o homem a agir em momentos de extrema ameaça, hoje transformou-se em um de seus maiores inimigos.
O estresse teve no homem primitivo a função de prepará-lo para enfrentar os perigos, desencadeando automaticamente mecanismos fisiológicos que preparavam o corpo para reagir; lutar ou fugir. Hoje, não temos mais as feras terríveis que nos ameaçavam, mas esses mecanismos continuam sendo disparados a cada vez que somos submetidos a um momento de tensão. O problema é que vivemos numa sociedade onde as tensões são constantes, não dando tempo para que o corpo absorva as toxinas produzidas por esses mecanismos.
Segundo o psiquiatra Augusto Cury, no livro A pior prisão do mundo, não é possível produzir homens maduros que sabem se conduzir se eles não aprendem a autocrítica, a pensar antes de reagir, a estabelecer limites para seus comportamentos e, principalmente, se não aprendem a desenvolver a sabedoria.
O adoecimento, orgânico ou psíquico, pode ser um dos recursos para a regulação da homeostase do individuo, de suas relações com o meio e com os outros humanos. Diante das deficiências e da indisponibilidade de recursos mais evoluídos, são mobilizados recursos mais primitivos como tentativas para equilibrar a economia psicossomática.
Apesar de seu caráter primitivo e desviante, toda doença, é ainda uma tentativa do humano de alcançar o equilíbrio. A manutenção do equilíbrio psicossomático em patamares mais primitivos dependera da tensão e da capacidade do organismo de reorganizar-se para responder de maneira mais elaborada às situações de stresse.
Ao longo da vida, somos permanentemente confrontados com exigências, incitações e apelos que partem do interior de nosso organismo, da realidade em que vivemos, e das pessoas que nos cercam.. Diante das ameaças da natureza ou da civilização, desde sempre buscamos abrigo nas mais primitivas cavernas ou em modernos condomínios , protegidos por sofisticados sistemas de segurança. As necessidades de sobrevivência e de proteção incitam formas de organização coletiva que ao mesmo tempo que tentam criar formas mais eficientes de produção de recursos e de proteção, tiveram como contrapartida a criação de regras de convivência, de expectativas do grupo com relação a seus membros, e de leis que regulam e muitas vezes cerceiam comportamentos e iniciativas individuais.
A clínica contemporânea vem apresentando crescentemente uma demanda que se liga a angústias profundas, presentes em todos os seres humanos, e que se expressam como queixas relativas à falta de sentido da vida, aos sentimentos de futilidade da existência, às depressões, ao pânico, à violência e à drogadição. São sofrimentos que comprometem basicamente a qualidade do viver e do sentir.
A manifestação dos sintomas é um sinal de que algo não vem fluindo bem há algum tempo; esses sintomas representariam a quebra dos limites do sujeito. Assim, quando o nível de suportação de adversidades é extrapolado, as alterações emocionais tornam-se presentes, antes e durante o curso da patologia, podendo estas alterações emocionais ser dos mais diversos cunhos, seja um sentimento de insegurança, retraimento social, dificuldade para expressar seus sentimentos, sensibilidade afetiva muito aumentada, incapacidade de lidar com perdas e frustrações.
Uma pessoa bem estruturada no seu funcionamento psicossomático, pode suportar altos níveis de tensão e acontecimentos intensos reagindo com perturbações de menor intensidade e duração limitada, com um melhor prognóstico de reversão. Uma outra pessoa, de estrutura mais frágil, pode desorganizar-se e adoecer diante de acontecimentos ou vivencias aparentemente insignificantes.
Com o avanço da farmacologia e da tecnologia médica, cada vez mais difunde-se a ideologia de que há remédio para o mal-estar do sujeito. A promessa de um bem-estar pleno é o que a medicalização do sofrimento veicula, e nos dias atuais coloca em questão a subjetividade e a história de vida do sujeito.
A psicanálise acumulou conhecimentos sobre as emoções humanas, as relações afetivas, o desejo, a ambição e sobre os aspectos patológicos de todas essas motivações que orientam os impulsos, o pensamento e as ações do ser humano. É essa experiência acumulada que a psicanálise procura compartilhar com a sociedade para ajudar o homem na busca de um maior conhecimento sobre si mesmo, a descobrir suas capacidades, aceitar suas limitações, lidar com elas e poder desenvolver ações conseqüentes que revertam na melhoria de sua qualidade de vida.
Para a Antropologia, a felicidade sempre esteve relacionada e imaginada como algo coletivo, fruto de uma ampla mobilização social. Hoje, prega-se a individualidade, em detrimento do coletivo.
A felicidade não é produto da sorte, do destino, da herança genética ou social, nem de qualquer outra forma de determinação. A felicidade tem que ser conquistada. O homem conquista a felicidade aprendendo a aceitar e a expressar os seus desejos e sentimentos, transformando-os em vontade própria, com ela construindo seus próprios projetos de vida e empenhando-se para realizá-los.
Aceitar que tudo na vida é relativo e passageiro, que está só no mundo e que só conta consigo mesmo para realizar seus desejos, vontades e projetos.
Buscar se auto-conhecer e se auto-determinar, transformando seus desejos em vontade e sua vontade em projetos de vida.
Tornar-se responsável pelas próprias escolhas. Desenvolver a habilidade de dar respostas criativas e corajosas diante das adversidades.
Augusto Cury, psiquiatra, no livro "Você é insubstituível" diz que "Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, o sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais."
O desejo de encontrar um significado para a própria vida é o que faz a vida valer a pena. O homem é livre para escolher seu caminho e encontrar o sentido para sua existência.
Costuma ser mais feliz quem consegue encontrar um significado para a vida. Esse significado pode estar em qualquer coisa – da filantropia a prática de um esporte. Mas é na religiosidade que a maior parte da população vai buscar essa razão de viver. E encontra. Pesquisas mostram que as pessoas religiosas consideram-se, em média, mais felizes do que as não religiosas. Elas também têm menos depressão, menos ansiedade e índices menores de suicídio.
Somos livres para assumirmos uma postura frente ao mundo, mas somos responsáveis por esta escolha. Temos que assumir então, em conseqüência de nossa liberdade, a responsabilidade por tais escolhas, com as conseqüências que advêm de nossas ações. Cabe a cada ser humano perceber e superar as suas culpas. Se percebemos que a vida realmente tem um sentido, percebemos também que somos úteis uns aos outros.

BIBLIOGRAFIA:
Allen, James. Você é aquilo que você pensa. Editora
Beutel ,Manfred e Klimchak, Steve. Pílulas ou divã ?. Revista Mente&Cérebro. Sãp Paulo:Especial N 7,P76-81
Cardoso, Silvia Helena. O que nos faz unicamente humanos. Internet. http://www.cerebromente.org.br/n10/editorial-n10.htm
Chauí, Marilena. Convite à Filosofia. Ed. Ática. São Paulo. 2000
Capra, Fritjof. O ponto de mutação. 1982
Cury, Augusto. A pior prisão do mundo. Editora Academia de Inteligência. São Paulo. 2000
Cury, Augusto. Você é insubstituível. Editora Sextante.Rio de Janeiro. 2002
Forbes, Jorge. Você quer o que você deseja ?. Palestra. Café filosófico. TV Cultura
Frankl, Victor. Em busca de sentido. Editora Sinodal. São Leopoldo RS. 1985
Freud, Sigmund. Mal-estar na civilização. 1930
Leal,Gláucia.Convívio e confronto na vida psíquica.Revista Mente&Cérebro.São Paulo:N152,setembro,2005,P36-39
Melman, Charles. A psicanálise não promete a felicidade. Revista Veja
Oliva. Ângela Donato. A mente humana sob um olhar evolucionista. Internet. http://www.scielo.br/pdf/ptp/v22n1/29844.pdf
Teve, Dan Ariely. Não fomos feitos para ser racionais. Revista época. Abril 2008-11-28







Gilson Tavares (psicanalista e educador)

        




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