Depressão, Euforia e Mudança de Atitude!


Chegado o final de ano, e já tendo também passado o natural sentimento de depressão, provocado pela inevitável autoavaliação, em relação aos sonhos e desejos que foram prometidos no início do ano, e que não foram realizados, chega o sentimento de euforia, com a nova oportunidade de realizar os sonhos pendentes no novo ano que se inicia.

Realmente, o início do novo ciclo no calendário deve ser visto como uma nova chance de procurar realizar o que não foi realizado nos anos anteriores, mas, se não for somado à euforia o desejo de mudança, juntamente com a mudança de atitudes, fatalmente, teremos no final do ano mais um resultado insatisfatório.

Início de ano é um momento propício para fazer o planejamento das realizações que gostaríamos de concretizar, porém, precisamos tomar algumas medidas ao fazermos esse planejamento:

Traçar metas e objetivos realizáveis, dentro da nossa realidade e possibilidade deve ser primordial, pois, se assim não for, com certeza, colheremos frustrações pelas não realizações, o que abalará todos os esforços a crença em nós mesmos;

Sair do plano da euforia e passar para a análise dos passos necessários à realização do desejado também é primordial, pois, pulando essa etapa, corre-se o risco de ficar andando em círculos, com ações que não tenham compromisso com a continuidade do que se pretende realizar;

Avaliar as dificuldades que irá encontrar ao longo do caminho também deve ser considerado, pois, não existe caminho sem pedras, e, se não for planejado a forma de lidar com elas quando surgirem, certamente elas porão um fim ao caminho desejado.
Planejar as realizações que gostaríamos de concretizar sem fazer uma análise das razões pelas quais não realizamos o planejado anteriormente é o primeiro passo para, mais uma vez, não chegar a lugar nenhum. É importante identificarmos quais os fatores que nos impediram de avançar nas nossas metas, para podermos buscar estratégias de superação desses fatores. Como também é mais importante ainda fazermos uma autoanálise, para identificarmos as nossas próprias limitações, e assim, podermos buscar caminhos que possam contribuir para o crescimento pessoal e, sobretudo, para a superação das limitações que têm travado a busca da realização pessoal e também profissional.
Quaisquer que sejam as nossas metas e os nossos objetivos, passam, invariavelmente, pelo caminho do autoconhecimento, da compreensão dos próprios pensamentos, sentimentos e emoções, pois, são eles que determinam as nossas ações, e, se queremos obter resultados mais positivos, só podemos alcançá-los com mudanças de atitudes, e essas, as atitudes, só terão alguma mudança a mudança primeira da visão que temos de nós mesmos, do mundo ao nosso redor e das nossas potencialidades.
Esperamos que as oportunidades ideais apareçam, mas, se ficarmos apenas esperando, talvez, elas nunca apareceram. Até porque, não são as oportunidades que fazem a diferença, e sim, a nossa visão e atitude diante das oportunidades surgidas.
Abrace o novo ano que se inicia com otimismo, pé no chão e crença nas suas próprias capacidades e construa o seu caminho e a sua história.
Um ano novo cheio de realizações e até a próxima publicação.
Gilson Tavares
Psicanalista Clínico e Especialista em Gestão de Pessoas

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